Tecnologia Thunderbolt: saiba o que é, velocidade e conheça as 5 gerações
Quer conhecer mais detalhes sobre os cabos Thunderbolts? Neste conteúdo você vai entender o que é, como funciona e quais são diferenças entre as gerações e outros tipos de tecnologia!
Clique nos tópicos abaixo e confira:
O que é Thunderbolt?

O Thunderbolt trata-se de um padrão de comunicação utilizado em interfaces entre dispositivos como monitores, HDs externos, SSDs e computadores, capaz de transmitir dados, vídeo, áudio e energia por um único cabo.
A tecnologia combina dois protocolos já conhecidos do mercado: o PCI Express, barramento usado para conectar placas de vídeo e outros componentes internos, e o DisplayPort, interface de vídeo e áudio usada especialmente pela Apple e por equipamentos profissionais.
Com interface bidirecional (full-duplex), os dispositivos recebem e enviam dados ao mesmo tempo, sem impacto na velocidade.
A versão mais atual disponível é o Thunderbolt 5, capaz de alcançar 80 Gbps em condições normais e até 120 Gbps no modo Bandwidth Boost para transmissão de vídeo.
Além disso, ele suporta DisplayPort 2.1, PCIe Gen 4 e pode fornecer até 240W de alimentação pelo cabo.
Como é o funcionamento desse tipo de cabo?
O Thunderbolt funciona como uma tecnologia de transmissão de dados de alta velocidade que combina diferentes protocolos em uma única conexão física, normalmente utilizando o conector USB-C nas versões mais recentes.
Na prática, o cabo Thunderbolt atua como uma ponte extremamente rápida entre dispositivos, permitindo transmitir simultaneamente:
- dados;
- vídeo;
- áudio;
- energia elétrica.
O processo acontece através da multiplexação de sinais, em que diferentes tipos de informação trafegam ao mesmo tempo pelos mesmos canais internos do cabo.
O controlador Thunderbolt organiza esses pacotes de dados e direciona cada fluxo para sua função correta, como armazenamento externo, monitor ou carregamento do notebook.
Saiba como é o funcionamento na imagem a seguir:

O Thunderbolt melhora a velocidade da internet?
Quando se fala em velocidade de transmissão de dados, é comum associar isso diretamente à velocidade da internet.
Por isso, muita gente se pergunta se o Thunderbolt pode deixar a conexão mais rápida.
A resposta é não. O Thunderbolt não altera a velocidade da internet, já que sua função está relacionada à comunicação entre dispositivos e à transferência de dados entre eles.
Na prática, essa tecnologia permite transmitir arquivos, vídeo, áudio e energia com altíssima velocidade entre equipamentos compatíveis, como notebooks, monitores, SSDs externos e docks.
Ou seja, contar com Thunderbolt não vai aumentar nem reduzir a velocidade da sua conexão com a internet.
Está procurando uma internet mais rápida? Confira os planos disponíveis na sua região!
Claro Fibra 600 Mega com Globoplay incluso
600Mega
de velocidade
Instalação: Grátis
Serviços inclusos
Oferta em destaque
Vivo Fibra 600 Mega
600Mega
de velocidade
Instalação: Grátis
Serviços inclusos
Contratação facilitada
PANDA INTERNET FIBRA - PANDA FIBRA - 600MB
600Mega
de velocidade
R$ 119,88 a partir do 13º mês
Instalação: Grátis
Serviços inclusos
Qual a diferença entre as gerações do Thunderbolt?
Cada geração do Thunderbolt possui uma característica e, claro, uma inovação diferente.
Abaixo você confere detalhes de cada uma das 5 gerações dessa tecnologia:
Thunderbolt 1 (2011)
A primeira versão foi lançada em 2011, voltada inicialmente para o MacBook Pro e outros produtos Apple. Ela possui dois canais de 10 Gbps, totalizando 10 Gbps de largura de banda, sendo um canal para envio e outro para recepção de dados.
Seu conector era o Mini DisplayPort, o mesmo usado nos Macs da época para se conectar a monitores e projetores.
Permitia alimentação de até 10W por porta e suportava até sete dispositivos encadeados em uma única porta.
Thunderbolt 2 (2013)
O Thunderbolt 2 parece idêntico à primeira versão por fora, mas a tecnologia combinou os dois canais de 10 Gbps em um único canal bidirecional de 20 Gbps.
Essa geração trouxe compatibilidade com o formato DisplayPort 1.2 da Apple e permitiu streaming de vídeo 4K, além de conexão de até dois monitores QHD simultaneamente. Manteve compatibilidade retroativa com o Thunderbolt 1.
Thunderbolt 3 (2015)
Essa versão trouxe duas grandes mudanças: velocidade de até 40 Gbps e a adoção do conector USB-C, que se tornou padrão universal.
A partir daqui, a porta Thunderbolt e a porta USB-C passaram a ter o mesmo formato físico, embora tecnicamente diferentes por dentro. O TB3 também passou a suportar:
- Transmissão de vídeo para dois monitores 4K ou um monitor 5K
- Alimentação de até 100W
- Compatibilidade com HDMI 2.0 e 10GbE (Ethernet)
- Daisy chain de até seis dispositivos
Em 2019, a Intel liberou as especificações do Thunderbolt 3 para o USB Promoter Group, o que abriu o caminho para o nascimento do USB4.
Thunderbolt 4 (2020)
O Thunderbolt 4 chegou com a mesma velocidade máxima do TB3 (40 Gbps), mas com requisitos muito mais rígidos. Enquanto o TB3 permitia que fabricantes implementassem versões incompletas do padrão, o TB4 tornou obrigatório:
- Suporte a pelo menos dois monitores 4K ou um monitor 8K
- Carregamento de até 100W
- Velocidade mínima de armazenamento externo de 3.000 Mbps
- Compatibilidade total com USB4
Essa geração marcou também uma abertura maior para dispositivos com processadores AMD e até Apple Silicon, tornando o Thunderbolt gradualmente menos exclusivo de máquinas com chipset Intel.
Thunderbolt 5 (2024–2025)
A geração mais recente representa um salto expressivo. O Thunderbolt 5 foi anunciado em setembro de 2023 e chegou aos primeiros dispositivos em 2024, como o MacBook Pro com chip M4 Pro/M4 Max e os primeiros notebooks com processadores Intel Arrow Lake.
As principais novidades:
- 80 Gbps de largura de banda bidirecional (o dobro do TB4)
- 120 Gbps no modo Bandwidth Boost, para cenários de vídeo intensivo
- Suporte a DisplayPort 2.1 (resolução de até 10K em um único monitor)
- PCIe Gen 4 (o dobro da largura de banda para armazenamento externo: 64 Gbps)
- Alimentação de até 240W, capaz de carregar notebooks de alto desempenho pelo cabo
- Suporte a até três monitores 4K a 144Hz ou dois monitores 8K a 60Hz
- Baseado no padrão USB4 v2 e compatível com versões anteriores de Thunderbolt e USB
A tecnologia usa uma nova técnica de sinalização chamada PAM-3, que permite atingir essas velocidades sem abrir mão da compatibilidade com hardware existente.
Thunderbolt vs USB-C: qual a diferença?
Essa é uma das dúvidas mais comuns e faz todo sentido, já que desde o Thunderbolt 3 as duas tecnologias compartilham o mesmo tipo de conector físico.
--> O conector USB-C é apenas o formato da porta.
--> O Thunderbolt é um padrão de comunicação muito mais sofisticado que pode usar esse mesmo conector, mas nem todo cabo ou porta USB-C é Thunderbolt.
A diferença prática aparece na velocidade e nos recursos:
| Característica | USB-C comum | Thunderbolt 4 | Thunderbolt 5 |
|---|---|---|---|
| Velocidade máxima | 10–20 Gbps | 40 Gbps | 80–120 Gbps |
| Alimentação | Até 100W | Até 100W | Até 240W |
| Suporte a monitores | Variável | 2x 4K ou 1x 8K | 3x 4K ou 2x 8K |
| Compatibilidade | Universal | Universal | Universal |
Para identificar se uma porta é Thunderbolt, procure o símbolo de um raio (⚡) ao lado da porta. Portas apenas USB-C não costumam ter esse símbolo.
Vale destacar que o USB4, padrão lançado após a Intel liberar as especificações do TB3, se aproxima bastante do Thunderbolt em velocidade, chegando a 80 Gbps na versão 2.0.
A diferença é que o USB4 não exige a mesma certificação rigorosa da Intel, o que pode gerar mais variação entre implementações.
Por que nem todo PC tem porta Thunderbolt?
Historicamente, o Thunderbolt foi desenvolvido pela Intel e sua implementação exigiu controladoras proprietárias e, por muito tempo, pagamento de royalties. Isso limitou muito a adoção por parte de fabricantes de placas-mãe e dispositivos com chipsets AMD.
Em 2019, a Intel liberou as especificações do Thunderbolt 3 para o USB Promoter Group, permitindo que outros fabricantes desenvolvessem silicon compatível sem pagar royalties por produto.
Ainda assim, obter a certificação Thunderbolt da Intel continua exigindo testes específicos e taxas, o que mantém a adoção mais limitada em comparação com o USB-C convencional.
Com o avanço do Thunderbolt 4 e do TB5, essa situação está mudando gradualmente: a tecnologia passou a aparecer em plataformas AMD e Apple Silicon, e não apenas em máquinas com chipset Intel.
Em 2025, estima-se que o Thunderbolt 5 esteve presente em cerca de 20% dos novos notebooks lançados.
Quais empresas usam Thunderbolt?
Por ser originalmente desenvolvido com a Apple, muita gente acredita que o Thunderbolt é exclusivo de Macs. Mas isso não é mais verdade.
Graças à parceria histórica com a Intel e à progressiva abertura do padrão, o Thunderbolt está presente em dispositivos de diversas empresas:
- Apple —> todos os Macs recentes, com Thunderbolt 4 ou 5
- Dell, HP, Lenovo, Asus, Razer —> notebooks premium com Intel e, mais recentemente, AMD
- LaCie, Samsung, OWC, Seagate —> SSDs externos de alta performance
- Blackmagic, AJA, Apogee, Avid —> equipamentos de áudio e vídeo profissional
- Plugable, CalDigit, OWC —> docking stations e hubs
Com o Thunderbolt 5, periféricos como SSDs externos já alcançam velocidades de leitura superiores a 6.700 MB/s, desempenho comparável ao de drives internos.
O USB vai ser substituído pelo Thunderbolt?
Apesar de o Thunderbolt ser mais rápido e avançado que o USB tradicional, a tendência não é que ele substitua completamente o padrão USB.
O USB continua sendo a conexão mais utilizada no mundo por conta da ampla compatibilidade com dispositivos do dia a dia, como celulares, teclados, mouses, pendrives e carregadores. Além disso, seu custo de implementação é menor.
Já o Thunderbolt é mais voltado para alto desempenho, sendo bastante usado em SSDs ultrarrápidos, monitores profissionais, docks e estações de trabalho.
Na prática, as duas tecnologias estão cada vez mais próximas. O Thunderbolt 5, por exemplo, é baseado no USB4 v2 e pode atingir velocidades de até 80 Gbps.
Por isso, o mais provável é que os dois padrões continuem coexistindo: o USB como solução universal e o Thunderbolt para aplicações mais exigentes.