Internet no futuro e as mudanças necessárias

A internet provocou uma revolução nas comunicações e no conhecimento como nunca antes havia ocorrido na história da humanidade. Com sua utilização, inúmeras áreas tiveram sensíveis alterações, utilizando dados e informações que oferecem mais agilidade em transações comerciais e financeiras, nas comunicações pessoais e profissionais e na agilidade com que podemos fazer as mais diversas atividades.

Contudo, é de se pensar que, hoje, a internet que conhecemos pode se tornar uma coisa do passado. O protocolo IP e diversos outros relacionados a ele continuam praticamente iguais aos que eram quando foram desenvolvidos, na década de 1970, apresentando vários aspectos que se tornaram obsoletos.

Ou seja, o protocolo IP e outros foram projetados para uma época em que a capacidade de armazenamento e das comunicações eram muito interiores às necessidades atuais.

Assim, pela maneira como foram desenvolvidos, se torna muito mais difícil descobrir o que ou quem está utilizando a internet, inclusive para práticas escusas, como acontece com os hackers. Na forma como a internet vem sendo utilizada, com dispositivos móveis, os endereços IP mudam o tempo todo e a maneira como esses endereços são atribuídos os torna mais fáceis de serem corrompidos.

Nos últimos anos, com o desenvolvimento de smartphones, de tablets e notebooks, a internet se tornou móvel e não mais fixa, como era há quase 50 anos atrás. Os endereços são mudados de acordo com a localização do equipamento e isso provoca a perda de conexão entre as plataformas e os programas utilizados.

Hoje, com todas essas inovações e mesmo com o IPv6, a internet não oferece maior transparência e, diante disso, muitas iniciativas com o objetivo de reprojetar a internet vem sendo tomadas, considerando que devemos pensar na internet do futuro.

A internet do futuro no Brasil

No Brasil, as pesquisas sobre a internet do futuro tiveram início em 2008, através do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), sob o comando de Antônio Alberti que, juntamente com um grupo de pesquisas e de parceiros externos, como a Unisinos e algumas universidades coreanas, desenvolveu uma arquitetura a que deram o nome de Nova Genesis.

Com a Nova Genesis, o grande número de protocolos utilizados atualmente, rigidamente estabelecidos e imutáveis, é substituído pela composição dinâmica de protocolos implementados como serviços.

No novo modelo, toda a troca de informações pode ser rastreada por quem esteja autorizado e os contratos entre os serviços criam redes que oferecem maior confiança e suporte para a internet das coisas e redes definidas por programas através de uma arquitetura auto-organizável.

Além disso, a Nova Genesis também pode conectar os nomes para criar uma enorme rede de relacionamentos de todas as coisas, definindo, por exemplo, características como autoria e propriedade, ou seja, os serviços e aplicativos só vão assinar aquilo que as pessoas querem, de acordo com a política instruída para a rede, eliminando o spam, ao mesmo tempo em que a velocidade de conexão pode ser aumentada.

Como a velocidade da internet ainda é um problema recorrente, você deve verificar seu contrato constantemente. Se houver disparidade entre o que foi contratado e o que está recebendo, reclame com sua operadora.

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