Como a internet pode mudar os resultados das eleições

As eleições deste ano podem ficar na história como o fim da era da televisão aberta como principal meio de divulgação política. Existe a possibilidade de ter mais peso a internet do que qualquer outra forma de informação, mudando definitivamente a maneira como se faz campanha política no Brasil.

Os pesquisadores de comunicação e consultores eleitorais destacam que os 147,3 milhões de eleitores brasileiros irão escolher seus representantes através da influência de conteúdos compartilhados nas redes sociais ou de aplicativos de mensagens instantâneas, principalmente o Facebook e o WhatsApp.

Nas plataformas da internet, diferentemente da televisão e do rádio, que veiculam o horário eleitoral gratuito, a comunicação é individualizada e interativa. Os conteúdos são mediados pelos usuários, em vez de vídeos e peças veiculadas para grandes audiências, que não oferecem possibilidade de resposta ou de encaminhamento.

Uma mensagem encaminhada, que consegue penetrar em grupos, torna-se mais influente do que as mensagens propagadas pelo rádio ou TV. Assim, a atenção não fica mais concentrada nos meios tradicionais de campanha e os usuários assumem o papel de filtros disseminadores, repassando ou retendo mensagens às pessoas com quem estão conectadas.

A internet, dessa forma, viabiliza informação para uma grande quantidade de pessoas que se encontrava excluída do debate político, ajudando a entender melhor o movimento político e podendo fazer melhores escolhas

Ao mesmo tempo, no entanto, os próprios especialistas destacam os riscos de uma campanha eleitoral repleta de fake news, de deformação de mensagens, de difamações generalizadas ou mesmo manifestações de ódio e intolerância.

Como já podemos verificar, antes mesmo do início oficial da campanha, já existe um grande número de mensagens não autenticadas por fontes críveis, criando uma campanha negativa nessa troca de mensagens, e isso acontece exatamente porque as mensagens instantâneas não podem ser monitoradas ou auditadas.

Ou seja, as pessoas podem atacar e não se vai conhecer a origem dos ataques, o que leva exige dos usuários maior responsabilidade, visto que o principal objetivo da campanha eleitoral não é informar, mas convencer sobre a viabilidade ou não de eleger representantes que trabalhem efetivamente pela democracia.

O Facebook chegou a 127 milhões de usuários no Brasil e o WhatsApp perto de 120 milhões de pessoas. Assim, não pode se afastar a possibilidade, principalmente no final da campanha, de serem disseminados fatos políticos que possam vampirizar candidaturas e interferir nos resultados.

Nos últimos quatro anos, de acordo com o SinditeleBrasil – Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal, o número de usuários de celulares 3G e 4G passou de 143 milhões para 188 milhões, uma diferença de 45 milhões, que é superior à população da Argentina, por exemplo.

Esse número muda totalmente o cenário para a campanha eleitoral, trazendo uma nova dinâmica e exigindo dos candidatos maior seriedade durante esse tempo, oferecendo propostas que sejam vistas como sérias e compatíveis com a necessidade nacional.

Para acompanhas eleições e agir de forma proativa, você precisa de maior velocidade na internet. Faça a conferência de sua conexão e, se o contrato não estiver sendo atendido, reclame com a sua operadora.

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