Não bastasse a ideia do megaempresário Elon Musk, proprietário da SpaceX, de criar uma rede de satélites para prover acesso à internet em todo o planeta, a Microsoft também lançou um novo projeto.

A Microsoft está trabalhando para oferecer a internet com o uso de aviões comerciais. A ideia é prender roteadores de longo alcance às asas das aeronaves, que devem se conectar com repetidores instalados no solo. O sistema foi chamado de Wi-Fly, sendo um dispositivo que poderá levar a conexão a locais onde não existe acesso ou que não tenham rede cabeada.

O custo de implantação desse novo projeto pretende ser bem menor do que o da SpaceX e de um projeto da Google, de usar balões lançados à estratosfera, ou dos planos do Facebook de lançamento do Aquila, um drone movido a luz solar. O baixo investimento, segundo a Microsoft, deve-se ao uso de inúmeras rotas já existentes, sem haver a necessidade de veículos exclusivos para oferecer conexão.

O Wi-Fly é um sistema que possui um link de internet promovido por satélites, utilizando as bandas Ka e Ku, já existentes. Assim, os aviões poderão receber o sinal e retransmitir, utilizando para isso os roteadores acoplados nas próprias asas. Um equipamento em solo detecta o sinal e consegue enviar e receber dados.

No caso de o projeto ser implantado, pelo menos 80% do continente africano, por exemplo, poderia estar conectado. Contudo, existe um problema: se as rotas das aeronaves precisarem de qualquer alteração, por qualquer motivo, o local por onde ele passa perderia a conexão.

De acordo com a Microsoft, o projeto Wi-Fly tem como objetivo fornecer acesso básico à internet, utilizando aplicativos de mensagens, de e-mails e de visualização de notícias, que não dependem de conexão de banda larga.

A Microsoft também informou que realizou diversos testes com sucesso, embora ainda não tenha uma previsão de implantação do projeto.

Lembramos, no início do artigo, que existem outros projetos para possibilitar conexão em qualquer parte do mundo, como o da empresa SpaceX, por exemplo, mas esses projetos apresentam um alto valor de investimento para serem aplicados.

Somente a rede de satélites da SpaceX vai exigir 4.425 satélites que, segundo a empresa, devem ser lançados em 2019. Eles poderão fornecer conexões de até um gigabit por segundo, prometendo latência de até 25 milissegundos, ou seja, bem abaixo dos 600 ms das operadoras atuais.

O projeto da Microsoft é muito mais em conta e poderá permitir conexão em qualquer lugar do mundo. Muito embora seja uma conexão limitada, oferecendo apenas alguns serviços, trata-se de um projeto que oferece novas esperanças a áreas remotas, que ainda não possuem qualquer meio de comunicação com o restante do mundo.

A velocidade é importante e a estabilidade de conexão mais ainda. Mas, como anda a tecnologia, é bem possível que em breve tenhamos um sistema que poderá reunir todas as pessoas no mundo virtual.

Enquanto isso não acontece, você precisa conferir sempre a velocidade de sua conexão, lembrando que as operadoras devem oferecer pelo menos 80% do limite contratado.