O que muda no Facebook para o usuário de internet

O dono do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou no início deste ano algumas mudanças para o aplicativo. Atendendo a críticas sobre a pouca efetividade das ações contra as fake news, o Facebook passará a privilegiar postagens de amigos e de familiares, buscando aumentar a interação na rede.

Essa mudança, a princípio, já mexeu com o mercado, levando as ações da companhia a ciar quase 5% no dia seguinte ao anúncio. No entanto, as ações se recuperaram depois de alguns dias, embora ainda seja uma incógnita se o caminho escolhido irá trazer bons resultados e se as empresas irão aceitar as mudanças.

Essa questão é importante, uma vez que as postagens de anúncios, principalmente, se tornarão menos frequente na linha de tempo dos usuários e, com isso, o principal motor do faturamento do Facebook pode sofrer uma grande redução.

Essa condição é séria também porque o Facebook é um dos grandes destaques para a propaganda na internet, diferente de seu principal rival, o Twitter. O Facebook teve um aumento de 36% nos investimentos recebidos, enquanto que o Twitter teve queda de 15%. No Pinterest, a queda foi ainda maior, chegando a 35% no ano passado.

Mesmo com a mudança nos algoritmos, o aporte de recursos não deve se reduzir, segundo a empresa. O que vai mudar, no entanto, é o formato.

Nos últimos anos, o Facebook vem priorizando a divulgação de vídeos e, não por acaso, houve um crescimento de 41% nos anúncios em vídeo dentro da plataforma. Assim, com a interação pessoal em alta entre parentes e amigos, as áreas de marketing devem se renovar.

Propagandas que estimulam maior interação e discussões devem ficar à frente das outras, já que o conteúdo deve ser a prioridade e não obrigatoriamente o produto ou o serviço. Assim, a ideia é que os profissionais fiquem mais ligados em discussões para criar o engajamento com a marca que representam.

Além disso, Mark Zuckerberg também está prestando mais atenção em outros produtos de sua empresa, como o WhatsApp e o Instagram. O Instagram, pelo menos, já está caminhando com as próprias pernas, tendo recebido mais de 104% de incremento nos investimentos de janeiro a setembro de 2017.

O WhatsApp, no entanto, que foi comprado por US$ 22 bilhões em 2014, ainda precisa encontrar o seu jeito de se tornar lucrativo.

O Facebook tenta encontrar uma maneira de fazer o WhatsApp render dinheiro. Algumas empresas começaram a criar SACs e robôs para atender pelo aplicativo, no entanto, nada foi disseminado em maior escala.

Ao mesmo tempo, o número de mensagens vem crescendo. Apenas no dia 31 de dezembro o aplicativo alcançou o recorde de 75 milhões de mensagens no mundo todo.

Como o WhatsApp é uma rede social mais privativa, a forma como as empresas devem entrar nele deve ser melhor estudada. Do contrário, a publicidade poderá ser invasiva.

Comece a verificar as suas redes sociais, observando as mudanças que vão ocorrer. Ao mesmo tempo, não se esqueça de sempre analisar a velocidade de sua internet, verificando se a empresa contratada está honrando seus compromissos.

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