Governo quer manter a neutralidade da internet

O governo federal, finalmente, comentou sobre a questão da neutralidade na internet. O assunto estava em alta em razão de os Estados Unidos terem aprovado uma lei colocando o fim da neutralidade, ou seja, permitindo que as operadoras cobrassem pacotes com valores diferenciados pelos serviços fornecidos.

Com o fim da neutralidade, os usuários estariam dependendo diretamente das operadoras, que poderiam barrar sites que não fossem de sua responsabilidade ou mesmo limitar a navegação, impedindo, dessa maneira, a livre circulação das informações.

O ministro Gilberto Kassab, em entrevista concedida ao jornal Folha de São Paulo na última semana, comentou que o governo federal é contra a fim da neutralidade no Brasil.

Para o ministro, trata-se de uma posição do próprio governo, uma vez que o Brasil ainda não está preparado para esse tipo de discussão. Além disso, de acordo com Kassab, é uma decisão de poder político e não haverá qualquer iniciativa nesse sentido.

O ministro Kassab ainda comentou que não é cabível que uma lei possa interferir no processo de gestão da internet.

As operadoras queriam o fim da neutralidade na internet

Segundo as próprias operadoras, depois da aprovação do fim da neutralidade nos Estados Unidos, elas pretendiam começar um movimento para implantar no Brasil uma situação semelhante.

Para as operadoras, a mudança dos Estados Unidos veio levantar a questão e criou um debate aqui em nosso país que poderia resultar na mudança do Marco Civil da Internet.

Nesse caso, o governo federal se mostrou contra esse desejo, impedindo que a legislação interfira na gestão da internet. Segundo as informações do ministro Kassab, não faz nenhum sentido que haja essa interferência diante do avanço da internet das coisas e do processo de digitalização das empresas.

Ainda segundo a entrevista de Kassab à Folha de São Paulo, o Brasil tem necessidade de expandir muito da internet banda larga. O governo federal vem iniciando o programa Internet Para Todos e ainda existem regiões brasileiras que não possuem acesso à rede mundial de computadores.

Portanto, ainda não chegou a hora de discutir a neutralidade ou não, e sim na hora de expandir a internet. O fim da neutralidade, certamente será uma discussão para o futuro, quando todos tiverem acesso à banda larga, em qualquer região do país.

Em 2016, a então presidente Dilma Roussef assinou um decreto proibindo a venda de pacotes para acesso a determinados conteúdos ou aplicativos, além de incluir também a redução da velocidade dos dados em favor de qualquer serviço da operadora.

No entanto, as operadoras e empresas de telecomunicação ainda tentam reverter o quadro, desde a implementação do Marco Civil da Internet, em 2014.

Com essa informação prestada pelo ministro Kassab, os usuários de internet podem se sentir aliviados, pelo menos por algum tempo.

Se você não costuma conferir a velocidade de internet que está utilizando, procure fazer isso com mais frequência. Clique aqui e confira se sua operadora está cumprindo com o contrato.

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